Mensagem aos Visitantes

Olá, querido visitante, se você ama a Palavra de Deus, espero que você goste deste blog. Aqui serão publicados estudos, informações, comentários importantes exclusivamente sobre o apocalipse e espero que seja uma bênção para sua vida. Na medida do possível, poderemos esclarecer dúvidas que envolvem esse livro cheio de mistérios. Caso queira, envie suas perguntas clicando na palavra comentários logo abaixo da mensagem. Com o propósito de mantermos a seriedade deste trabalho, nos reservamos no direito de não publicar perguntas ou comentários que ferem a ética cristã, bem como os que tendem à discussão polêmica.
Deus o abençoe!
Walter Ponci


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sexta-feira, 5 de junho de 2009

A MULHER E O DRAGÃO

O capítulo 12 do livro do apocalipse relata uma visão que João teve, de uma mulher que estava grávida, e um dragão se colocou diante dela para tragar o seu filho logo que ele nascesse.

Na visão, o filho nasceu e foi levado ao céu, sendo que o dragão não teve oportunidade para tragar o filho. Na sequencia da visão, a mulher foi levada ao deserto (deserto simboliza sofrimento, aflição, tribulação). Em seguida, João viu uma batalha no céu. Satanás e seus demônios contra o arcanjo Miguel e seus anjos. Satanás é derrotado e lançado na Terra junto com seus demônios.

Este capítulo é bastante polêmico entre os estudiosos da Bíblia. Alguns entendem que a mulher representa Israel e o filho representa Jesus. Outros entendem que a mulher representa Maria e seu filho Jesus quando nasceu.

Com todo respeito a essas opiniões, queremos esclarecer que nós, nesse estudo não concordamos com essas interpretações pelas seguintes razões:

João teve as visões dadas por Jesus por volta do ano 95 de nossa era, ou seja, cerca de 60 anos após a morte e ressurreição de Jesus, e começa a escrever o livro dizendo: “...as coisas que em breve devem acontecer...”, no capitulo 4 verso 1, após a era da igreja, também está escrito “... as coisas que depois dessas devem acontecer...”, portanto os fatos relatados no livro são futuros em relação à ressurreição de Jesus. Assim sendo, o capítulo 12 não pode estar falando sobre o nascimento de Jesus, que é um fato anterior à revelação.

Outro detalhe que devemos considerar é que não haveria nenhuma razão para Jesus revelar o seu próprio nascimento para João. João era contemporâneo e discípulo de Jesus e conhecia bem a história do seu nascimento. Os quatro evangelhos relatam com muitos detalhes o nascimento de Jesus, portanto não haveria necessidade de revelar esse mesmo fato de uma forma simbólica no Apocalipse.

Outra razão é a seguinte. No capítulo 12 do Apocalipse vemos que o filho, logo que nasceu, foi arrebatado aos céus, e sabemos que Jesus não foi arrebatado ao céu quando nasceu. A mulher foi levada ao deserto, que é símbolo de sofrimento, e sabemos que Maria não foi levada ao deserto depois do nascimento de Jesus. Da mesma forma, Israel não foi levado ao deserto após o nascimento de Jesus.

Portanto, caso a mulher descrita no capítulo 12 seja interpretada como sendo Israel ou Maria, os fatos que a circundam não condizem com o contexto bíblico.

Respeitando as opiniões contrárias, entendemos que a mulher representa a igreja de Cristo e o filho que nasceu representa a parte da igreja que será arrebatada. Vamos em seguida fazer uma análise desse capítulo considerando este entendimento. Comparando com a parábola das dez virgens (Mt.25:1-13), a mulher grávida correponde às dez virgens que estavam esperando o noivo, o filho que nasceu e foi imediatamente levado ao céu representa as cinco virgens prudentes que subiram com o noivo, ou seja, a igreja arrebatada, e a mulher depois do parto, que foi levada ao deserto, representa as cinco virgens loucas que não foram arrebatadas, ou seja, o resto da igreja que fica na tribulação.

Já dissemos em outra ocasião, que a mulher é usada como símbolo da igreja. Esta mulher (Apoc. 12:1), estava vestida de sol assim como a igreja deve ser a luz do mundo e resplandecer a glória de Cristo (Mat. 5:14). A lua debaixo dos pés tem o seguinte significado: a lua é um astro sem luz própria e depende da luz do sol, portanto a lua representa as trevas, e a igreja, que é luz, deve estar por cima, pisando os poderes das trevas (Lucas 10:19). A coroa sobre a cabeça é uma promessa dada aos santos fiéis a Cristo (2Tim. 4:8; Tiago 1:12; 1Pedro 5:4; Apoc. 2:10). Quanto as doze estrelas na coroa, o número doze na Bíblia simboliza os remidos, os salvos, assim temos como exemplo as doze tribos de Israel e os doze apóstolos.

Ela estava grávida e próxima de dar à luz (Apoc. 12:2), assim como a igreja está aguardando com ansiedade para ser arrebatada e se encontrar com Jesus. Nem todos da igreja serão arrebatados, portanto, a mulher representa a igreja como um todo, e o filho que vai nascer, representa a parte da igreja que vai ser arrebatada.

Nos versículos 3 e 4, fala do dragão que representa o Diabo, cuja cauda arrasta a terça parte das estrelas que representam os demônios, ou os anjos seus seguidores. Veja em Apoc. 1:20, que as estrelas são símbolos de anjos. Esse dragão, que é o Diabo, sabe que os santos serão arrebatados para o trono de Deus e está furioso diante da igreja fazendo todas as tentativas para tragar aqueles que são santos e que certamente vão participar do arrebatamento (1Pedro 5:8).

O filho nasceu e foi arrebatado para Deus (Apoc. 12:5) e irá reger as nações. A igreja arrebatada seguirá diretamente diante do trono de Deus, e João teve essa visão no capítulo 4 (24 anciãos). A igreja também tem a promessa de que irá reinar sobre as nações juntamente com Jesus (.Apoc. 2:26-27).

A mulher, depois de ter dado à luz, continua simbolizando a igreja, só que desta vez se trata da igreja que ficou para trás, a igreja que não estava preparada, as cinco virgens loucas que não entraram para as bodas. A mulher foi para o deserto que simboliza sofrimento, tribulação e provação. A igreja que não foi digna para se encontrar com Jesus, agora vai passar por um período de tribulação que irá durar mil duzentos e sessenta dias, ou seja, três anos e meio (Apoc. 12:6).

Agora João tem uma nova visão no céu, Miguel, um anjo guerreiro de Deus, lutando com o dragão, que é o Diabo (Apoc. 12:7-9). Nessa batalha o Diabo e seus anjos são expulsos das regiões celestiais onde se encontram hoje (Efes. 6:12). A igreja subiu e não pode ficar na presença de Satanás, por isso ele é expulso dos céus e precipitado na terra onde ele vai provocar a maior tribulação que se pode imaginar usando dois homens que no Apocalipse são chamados de besta e falso profeta (2 Tes. 2:9).

Quando isto aconteceu, houve júbilo no céu pela expulsão de Satanás e lamentação sobre os que ficaram na terra (Apoc. 12:10-12), porque agora o Diabo irá usar de toda sua força contra os que estiverem na terra. Devemos lembrar que nesse momento a igreja já não existe na terra, a perseguição contra os que ficarem será muito violenta, e na terra quem irá governar será o próprio Diabo, que estava no céu acusando a igreja de Cristo e que agora já não pode mais fazê-lo (verso 10).

Na seqüência, o dragão começa a perseguir a mulher na terra (Apoc. 12:13). Novamente é mencionado o fato de que a mulher ficaria no deserto por 3 anos e meio, é o que significa um tempo [um ano]; e tempos [dois anos]; e metade de um tempo [meio ano] (Apoc. 12:14).

Nesse mesmo versículo (v.14), diz que a mulher será sustentada, e em seguida vemos que o dragão lançou água de sua boca para destruir a mulher, mas a terra abriu-se e tragou a água protegendo a mulher (Apoc. 12:15-16). Como o Diabo vai investir com toda sua força contra a igreja que está sendo provada, Deus vai dar uma ajuda para que os homens consigam suportar a tribulação. Quando diz que a terra tragou a água, significa que os abalos sísmicos, os terremotos, vendavais, furacões incêndios que irão acontecer, de alguma forma irão desviar a atenção dos seguidores da besta quando estiverem perseguindo a igreja.

Há um filme evangélico, que embora seja de ficção, pode exemplificar como isso acontece. Trata-se de uma cena, onde o carrasco vai executar uma moça que se negou a adorar a imagem da besta e no momento da execução, acontece um terremoto e o carrasco foge atemorizado.

Não se trata de um livramento total e absoluto como temos hoje, mas apenas uma pequena ajuda. Esse fato é mencionado também pelo profeta Daniel quando descreve o reino do anticristo durante a tribulação (Dan. 11:34-35), e mesmo com essa pequena ajuda, todos serão mortos.

E novamente no verso 17, é mencionado o fato de que o dragão, irado, vai fazer guerra ao resto da semente da mulher, ou seja, exatamente o resto da igreja que ficou na terra e que tenta a todo custo manter-se fiel a Jesus guardando a sua Palavra.

Alguns vêem neste fato como que uma segunda chance para a salvação, mas pense bem, vale a pena? E se não estivermos vivos quando surgir essa suposta “segunda chance”?
Se você acha que vale a pena, aguarde para ver o que vai acontecer no período da tribulação.

Walter Ponci

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